sexta-feira, 1 de novembro de 2013

PLÁSTICO LUNAR - NA ESTRADA DO TEMPO - DVD

TRAILER:


O DVD tem como material principal o documentário Na estrada do tempo, um vídeo que acompanha três anos da banda em momentos gravados entre 2011 e 2013, suas tocadas no eixo sul-sudeste e o retorno à sua cidade natal, Aracaju, assim como o início do processo de gravação do seu segundo álbum, apresentado num formato que se posiciona entre o documentário e o vídeo musical, em 56 minutos de duração. Os extras contemplam os videoclipes dirigidos por Alessandro Santana, assim como o documentário de curta metragem "Vestígios da década passada" (11 min.), que faz um apanhado do material gravado em equipamento analógico captado entre 2005 e 2008, a exemplo da 'Plastic Rock Explosion Tour', no eixo Rio-São Paulo (2005).

Inicialmente, existia um material que estava guardado, registros em vídeo de acervo da banda em cerca de 8 horas de material gravados em HD – alta definição – ao longo de três anos.  Daí surgiu à ideia de complementar, editar e fazer este documentário, que registra de uma forma um tanto íntima o convívio da banda no palco e fora dele, com uma linguagem de home vídeo, assim como os vídeos de tournê de bandas de rock dos anos 90, que geralmente eram filmados por membros da banda, roadies ou amigos próximos. Aproveitando este material para compor ambos os documentários, que, após a concepção inicial do projeto, continuou-se à acompanhara banda com a câmera a fim de concluir o projeto com algumas imagens da gravação do segundo álbum.  








sexta-feira, 12 de abril de 2013

O Ó da MemÓriA - uma breve reflexão



O Ó da MemÓriA – Alessandro Santana, 2012; 12 min, cor, NTSC, 16:9.

“O Ó da MemÓriA” é um experimento acerca da poética audiovisual agregada à poética textual a partir de um poema de Newman Sucupira intitulado parágrafos do fim – que no vídeo vem precedido de trechos do primeiro parágrafo do conto Matador, também do autor acima citado. Com um roteiro escrito em 4 horas e gravado em dois dias (e mais alguns fragmentos de imagens gravados esporadicamente – não ontologicamente – sem o intuito necessário de compor uma narrativa propriamente dita).

O vídeo trata da questão da memória. Neste caso específico, das memórias da personagem anônima e solitária que após recitar algumas estrofes do poema submerge na memória imagética com base numa premissa do filósofo grego Cícero (106-43 a.C.) onde “as imagens lembram as próprias coisas (...) percorrer a imagem é o meio mais seguro de conservar a lembrança de algo”. A partir daí surge a ideia de lançar o olhar para a imagem pura e simples. A imagem enquanto registro, memória e poética visual, que se dá através das possibilidades de associação das imagens capturadas, na sua consequente montagem; na forma como esses planos são justapostos (leia-se recursos de montagem possibilitados pela gramática cinematográfica, a partir dos artifícios próprios dessa linguagem). Sendo assim, temos como referências para este vídeo as teorias de Vertov da câmera olho, assim como princípios da videoarte.

Sobre a questão da memória, ponho-me a concordar com Marcel Martin quando afirma que “a imagem fílmica restitui exata e inteiramente o que é oferecido à câmera e o registro que ela faz da realidade, constitui por definição uma percepção objetiva: o valor probatório do documento fotográfico ou filmado é um princípio irrefutável”, onde esse princípio irrefutável é a imagem, e essa imagem registrada será o equivalente visual exato da lembrança, levando em conta também as atribuições ao filósofo Cícero, já citado anteriormente. Sendo assim: registro de imagem é memória – e é aí que o recorte poético da imagem e a memória do artista / criador se fundem com as memórias da personagem na diegese; personagem esta que não é uma protagonista por completo, pelo seu anonimato, e principalmente pelo que pode refletir em qualquer espectador (fato decorrente da poesia textual recitada pela performer).

O título “O Ó da MemÓriA” é uma associação entre a palavra memória e a imagem da mesma, onde no centro habita o Ó; que além de ser a sílaba tônica, está para o centro da palavra assim como a imagem está para o cerne da memória. Pelo fato do vídeo ser uma poesia visual baseado em texto, propôs-se esta integração textual-imagética para intrigar o espectador apontando-o subjetivamente o conceito do vídeo, incluso no título como também na sua grafia (alternando caixa alta e baixa, ressalta-se ainda mais a posição central da letra em questão).

Desta forma então, temos um vídeo-experimento que tem a memória como tema e abrange três práticas distintas: a performance; a poética visual e o experimento com imagens documentais, tendo tudo isso como imagem bruta para o exercício da montagem e a prática da linguagem audiovisual.

Alessandro Santana.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

À margem da mídia: um panorama do fanzine enquanto veículo independente em Sergipe na década de 90



 Este documentário traz depoimentos de fanzineiros que relatam os conceitos de fanzine e as técnicas empregadas em suas publicações independentes, abordando ainda as circunstâncias de sua circulação e divulgação, propondo uma reflexão sobre os efeitos da internet neste veículo de comunicação espontâneo.

Direção: Isabela Mattiazzo 
Produção: Alessandro Santana 
Aracaju / SE - 2004 
OBS: a matriz deste vídeo é uma fita VHS.