segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sem Utopia

Um dia comum, um brasileiro quase comum. Aqui, o horror existe por si só. Um dia na vida de um homem que prefere encarar a realidade a viver a utopia das massas. Um cotidiano passado. Azedo.

Um vídeo de Alessandro Santana
Baseado em texto de Mendes Costa
com Alexandre Gandhi

equipe raw power guerrilha. [parece uma banda de rock]

domingo, 13 de novembro de 2011

Alada Palavra



Um vídeo apresentado a partir da memória de pessoas próximas de Antônio Gonçalves da Silva, o poeta popular cearense conhecido por Patativa do Assaré. O trabalho apresenta uma proposta de aproximação com a linguagem sertaneja, com a qual a matéria poética se manifesta naturalmente por intermédio da palavra, a sua realidade, transpondo-a para uma dimensão universal. A memória viva em um documento em vídeo que reúne causos e fatos da vida deste poeta sertanejo que por meio da sua performance, cantou a vida do seu povo.

Produção:
Alessandro Santana
Hernany Donato
Stênio Diniz
Imagens e som direto por Alessandro Santana
Pesquisa e entrevistas por Hernany Donato

COM:
Inês Cidrão
Jesus Leite
José Lourenço
Juliane Alencar
Raimundo Gonçalves
Stênio Diniz
Chagas Gonçalves

Alada Palavra: 28 minutos, cor, Stereo, NTSC, 4:3

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Tarkovski + Artemiev = Arte

Andrei Tarkovski
Esta semana reassisti Solaris, do diretor russo Andrei Tarkovski. Baseado em romance homônimo de Stanislaw Lem, o filme narra a história de um psicólogo encarregado de realizar uma investigação sobre os mistérios que interferem em uma missão em torno do planeta Solaris. Um filme sobre memória e existencialismo. Tarkovski é, de fato, um formidável criador de imagens, mas não é sobre isto que vamos falar nesta postagem, e sim sobre a trilha sonora nos filmes de Andrei, os três cujas trilhas foram compostas por Edward Artemiev (os respectivos links para download das trilhas estão no fim da postagem).
Eduard Artemiev

    Eduard Nikolaevich Artemyev estudou no Conservatório de Moscou. Seu interesse por música eletrônica e sintetizadores começou após sua graduação em 1960, quando a música eletrônica ainda estava em seus primeiros dias. Ele escreveu sua primeira composição em 1967 em um dos primeiros sintetizadores, o sintetizador ANS desenvolvido pelo engenheiro soviético Evgeny Murzin, sendo assim um dos pioneiros da música eletrônica. Sua colaboração com o cineasta Andrei Tarkovsky na década de 1970 o tornou mais conhecido. Ele escreveu a trilhas sonoras dos filmes Solaris, O espelho e Stalker. Segundo o próprio Artemiev em entrevista no documentário 'dossiê Tarkovski', o diretor em questão não queria música, mas uma combinação de sons que sugerissem a atmosfera necessária ao filme. Em Solaris, percebemos isso perfeitamente. Existe um som de fundo que não é uma música tonal e melodiosa, mas sons, peças para orquestra e eletronics, ou música eletroacústica que dão a ambientação da imagem, e que certamente alguns espectadores podem ouvir sem notar a presença da música, além, é claro do tema 'bachiano', que representa a terra (presente em apenas duas sequências do filme: no início e no fim). Ainda sobre esta 'bachiana', Artemiev pega um Cantus Firmus e cria uma melodia sobre a base 'emprestada' de Bach (que era o compositor favorito de Tarkovski). Nesses três filmes em que o músico e o diretor trabalham juntos, a trilha sonora funciona sempre nesse esquema onde os sons são a base da música, que quando mixados, dão força à imagens.

    Interessante notar também uma (ou duas) coisa (s) relacionada (s) à questão da imagem (e da música) em Tarkovski:  no volume II do Dossiê Tarkovski (uma série de 4 dvd´s sobre o próprio com entrevistas, documentários e cenas excluidas de alguns filmes), Artemiev aponta que certa vez Tarkovski o disse que utiliza a música como complemento quando ele falha na comunicação através da imagem. A segunda observação seria a relação de Tarkovski com a arte, e principalmente com a pintura, e o seu pensamento de que, sendo o cinema uma arte relativamente jovem, ele propõe então trazer toda a bagagem das artes - a literatura, a pintura e a música principalmente - para o cinema tornando-o algo tão forte quanto as artes seculares previamente citadas.
    Sem dúvida, por essa seriedade em tratar de questões estéticas, de pensar o filme e de relacionar o cinema com as artes clássicas, Tarkovski encanta com as imagens que cria e com as estórias que conta. Não pela estória em si, mas pela forma como ela é contada. Contrariando o primeiro parágrafo, acabei falando das imagens, afinal, é absolutamente indissociavel Tarkovski / Imagem. 
 
SEQUÊNCIA FINAL DE SOLARIS

a baixo os links para download das trilhas sonoras

SOLARIS
O ESPELHO + STALKER

Penélope, cais e espera


Penélope, cais e espera from Alessandro Santana on Vimeo.

Penélope, filha de Ícaro (irmão de Tíndaro, rei de Esparta) e Peribéia (a ninfa), então casada com Ulisses,que a confiara a guarda do reino de Ítaca, para o filho do casal, Telêmaco, em caso do não retorno da guerra.
O vídeo Penélope, cais e espera toma esse mito como argumento para o seu roteiro.
Errante, Penélope vaga seguindo para o mar, na esperança cega de ver o retorno de Ulisses a qualquer custo, e com sua caminhada, desmancha o final feliz proposto no mito. Nesse tempo em que espera, ela relembra sua angústia em casa e a sua caminhada errante e solitária.
Este vídeo é uma resposta a um estímulo não presente na narrativa, representado em segmentos autônomos e minimalistas, que dentro de seu espaço estrutural não necessariamente articulam uma continuidade fílmica.

FICHA TÉCNICA:

Direção:
Alessandro Santana
Com:
Jamyle Argolo e Bruno Monteiro
Produção:
Alessandro Santana e Isabela Mattiazzo
Fotografia:
Isabela Mattiazzo
Câmera:
Alessandro Santana e Isabela Mattiazzo
Boy De Set e Créditos:
Ricardo Dos Santos
Uma Produção:
Faz O Que Pode Produtora
Produtora Associada:
O Mínimo De Dignidade Filmes
Apoio:
Zero Grau Produções

Aracaju, novembro, 2009.




 Fotos de Making Of


Desconforto ou qualquer título que lhe caia melhor


Desconforto ou qualquer título que lhe caia melhor por alessandro_santana

Este vídeo é parte de um projeto apresentado à Universidade Federal de Sergipe como um pré-requisito para a graduação de licenciatura em artes visuais. trata-se de um programa gravado em vídeo, baseado nas estéticas dadaísta (no que se refere ao caótico) e surrealista, que aponta para a questão do onírico num quebra cabeça que inclui peças do real e do imaginário de uma mente atormentada, e resulta num mosaico de imagens e sons derivados do inconsciente diante do stress do cotidiano da vida pós moderna. Será sonho ou realidade? as verdades se misturam nesse jogo onde o único sentimento existente é o desconforto.
Câmera, roteiro e direção: Alessandro Santana

clique aqui para baixar a trilha sonora originalmente composta pelo projeto Música das Cinzas para este curta metragem
 Estudo de trilha sonora nº1 (uma suite eletroacustica em 8 episódios) [trilha sonora do curta metragem Desconforto...]

domingo, 2 de outubro de 2011

Rock in Rio 2011

COM A PALAVRA: GIL BROTHER (o Away de Petrópolis)

A Faz o que pode concorda com o ponto de vista gilbrotheriano sobre este festivalzinho de música.

Ser Tão Road Trip


Um dos documentários extra do DVD Alada Palavra, que pode ser considerado  vídeo de observação ou documento de viagem, onde o espectador poderá dar um passeio pelas estradas de Sergipe, Bahia, Pernambuco e Ceará, numa viagem do litoral ao sertão recheada de enquadramentos inusitados.